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RAIOS

Os raios são fenômenos naturais provocados pelo acúmulo de eletricidade estática nas nuvens do tipo Cúmulus Nimbus, também conhecidas como CBs.

Essa eletricidade vai se acumulando na massa de vapor e granizo que pelo efeito das correntes de ventos no seu interior sofrem um atrito muito intenso, surgindo como conseqüência a eletricidade estática.

Essa carga elétrica pode ser tanto positiva como negativa. A massa de vapor e gelo que se acumula nesse tipo de nuvem é tanto maior quanto maior for o aquecimento do solo pelo sol, o que provoca a evaporação acelerada da água e umidade.

Cria também as diferenças de densidade dessas massas de ar aquecido que assim sobem com velocidade na atmosfera, criando verdadeiros "tubos" de ar quente e úmido – as térmicas – que vão agitar toda a atmosfera gerando o atrito descrito acima.

Quanto maior for a carga gerada e armazenada na nuvem, maior o número de raios e maior a sua intensidade. O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que vem pesquisando os raios e seus efeitos já ha muito tempo, publicou recentemente um estudo em que mostra que o número de raios que caem sobre o território Brasileiro cresceu mais de 50% nos últimos 10 anos.

Determinou também que houve um crescimento na potência desses raios. Isso está acontecendo em função do "Efeito Estufa":

Maior calor maior evaporação nuvens maiores maior turbulência maior atrito maior carga elétrica.

Há ainda um fator que auxilia a carga e o armazenamento da eletricidade estática nas nuvens e que vem crescendo com o passar do tempo: a presença cada vez maior do gás carbônico na atmosfera e portanto no interior das nuvens. Esse gás, por conter carbono, um elemento químico com grande quantidade de elétrons, permite uma concentração maior de eletricidade o que potencializa a carga armazenada.

O raio é a descarga dessa energia elétrica armazenada quando ocorre a aproximação de outra nuvem carregada com polaridade inversa ou quando ocorre o rompimento da camada de ar entre a nuvem e o solo. Essa ruptura ocorre em função da menor resistência do ar que vai sendo umedecido pela chuva e portanto vai perdendo sua característica isolante.

A carga da nuvem provoca no solo abaixo dela, a acumulação de uma carga equivalente porém de sinal invertido, e quando a resistência cai abaixo do valor mínimo uma faísca ionizante, conhecida como líder, percorre o espaço entre a nuvem e o solo ou algum objeto sobre o solo, percorrendo sempre as áreas mais úmidas ou seja com maior facilidade de passagem da corrente elétrica.

Em função disso é que os raios percorrem trajetos muito variados e às vezes em zig-zag, ou se dividindo em um número enorme de pequenas ramificações como se fossem raízes de uma planta. Em seguida à faísca líder vem o raio propriamente dito percorrendo o caminho já ionizado, causando na sua passagem um aumento de temperatura "explosivo" no ar e na umidade presente no trajeto.

No ponto de impacto no solo, em arvores ou prédios, o aumento instantâneo de temperatura para milhares de graus também resulta em uma explosão pela volatilização dos líquidos e a queima violenta dos materiais. Daí resultam os trovões que se seguem aos raios.

Os raios se propagam pelos fios elétricos nas cidades e arames de cerca na zona rural, acarretando estragos muitas vezes distantes do ponto de impacto.



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